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Juros do cheque especial sobem a 306,6% em novembro; taxa no cartão também cresce

No mês em que o Banco Central anunciou que vai limitar, a partir de 2020, a taxa mensal de juros do cheque especial a 8% (ante 12% cobrados hoje na média pelos bancos), a taxa anual da modalidade cresceu e ficou em 306,6% ao ano em novembro, diante de uma taxa 305,9% ao ano verificada em outubro. Com a medida anunciada pelo BC no último mês, as taxas devem chegar, no máximo a 150% ao ano, segundo a própria autoridade monetária. Por outro lado, os bancos poderão cobrar um percentual de 0,25% de taxa sobre os limites que ultrapassem R$ 500 reais.

Na modalidade do rotativo do cartão de crédito, também entre as mais caras ao consumidor, a taxa subiu de 317,6% em outubro para 318,3% ao ano em novembro. O aumento impacta principalmente o cliente que paga o valor total da fatura dentro do vencimento, parcelando o  saldo devedor ou pagando o valor mínimo da fatura.

Apesar da alta dos juros nas duas modalidades, o volume de crédito bancário concedido no Brasil avançou 6,3% em doze meses até novembro, no quarto mês seguido de expansão.

Para 2019, o BC espera que o indicador avance 6,9% – estimativa que é maior do que a projetada pela própria autoridade monetária em setembro, quando previu um avanço de 5,7% no estoque total de crédito do país. Segundo o BC, o número representa um crescimento sustentável do crédito no país. Especificamente no mês de novembro, mês de promoções da Black Friday, o crédito no país avançou 1,1%. Entre as empresas, a expansão foi maior no mês do que entre as famílias, ao contrário da tendência que se verificou ao longo dos últimos meses.

Em novembro, o volume de operações de crédito para as famílias avançou 0,9%, chegando a R$ 1,97 trilhão e entre as empresas, a alta foi de 1,4%, somando R$1,43 trilhão. No acumulado do ano até novembro, a alta do estoque de crédito no país foi de 4,7%, com retração de 1,7% para as empresas e alta de quase 10% para as famílias. Ao mesmo tempo em que houve alta no estoque geral do crédito no país no mês passado, o custo do crédito cresceu no mês. Na modalidade dos recursos livres, aqueles cujas taxas são definidas livremente pelas instituições financeiras, sem direcionamento do governo, a taxa média foi de 35,9% em outubro para 36,2% em novembro.

Para as famílias, o custo também subiu de um mês ao outro de 49,6% para 50,2%. já para as empresas, o custo médio do dinheiro se manteve praticamente estável, indo de 17,% para 17,3%. O chamado spread bancário, que consiste na diferença de custo do dinheiro entre o que os bancos captam e o que é cobrado dos clientes, cresceu no mês, indo de 30,3 para 30,7 pontos de outubro a novembro. Para as pessoas físicas, especificamente, essa diferença subiu de 43,8 pontos para 44,4 pontos.Em paralelo, a inadimplência média geral se manteve estável, em 3%. No caso do crédito livre para as famílias, a taxa de inadimplência caiu de 3,9% em outubro para 3,8% em novembro.

Fonte:  Época Negócios

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