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Menos da metade das pessoas com conta do FGTS quer sacar R$ 500,00

Menos da metade (45%) dos brasileiros que têm conta ativa ou inativa do FGTS pretende sacar até R$ 500,00 do fundo, segundo pesquisa do Datafolha. De acordo com o levantamento, 52% não querem retirar o dinheiro, e 2% não sabem.
O saque começa no dia 13 de setembro para quem tem conta na Caixa Econômica. Para quem não tem, o saque será de acordo com a data do aniversário, a partir de outubro, para os nascidos em janeiro e fevereiro.
Entre as pessoas com conta, a disposição para sacar até R$ 500,00 é maior entre os desempregados que estão procurando trabalho (63%) e freelancers (62%). Já para a regra que entra em vigor em 2020, que permite retirar um percentual do fundo todos os anos – o chamado saque-aniversário -, a adesão é menor. Apenas 27% dos entrevistados com contas querem usar a modalidade, 67% não querem e 6% não sabem. As donas de casas são as mais inclinadas a adotar o modelo de saque-aniversário (45%) entre as pessoas com conta ativa ou inativa. Nascidos em janeiro e fevereiro poderão sacar de abril a junho de 2020. Os nascidos em março e abril, de maio a julho de 2020, e assim por diante, até fevereiro de 2021.
A pesquisa apontou, ainda, que a maioria dos brasileiros, 61%, não tem conta ativa ou inativa do FGTS – 36% têm e 3% não sabem.
A parcela de entrevistados com conta é maior para homens, 41%, do que para mulheres, 31% – há mais homens do que mulheres no mercado de trabalho.
A taxa também é mais alta entre pessoas de 25 a 34 anos (52%) e de 35 a 44 anos (47%). Já o menor índice se encontra entre os brasileiros acima de 60 anos (13%) – uma das opções para saque de todo o FGTS é na aposentadoria. O Nordeste e o Norte são as regiões com a menor parcela de pessoas com contas, 25% e 26%, respectivamente, regiões em que a informalidade é maior do que no restante do Brasil.
O índice aumenta de acordo com a escolaridade. Entre brasileiros com Ensino Fundamental, é de 23%, taxa que passa para 49% para os com Nível Superior. Também segundo o IBGE, o desemprego é menor entre os mais escolarizados. Por outro lado, os mais pobres são os que menos têm contas do FGTS – apenas 28%, entre brasileiros com renda familiar mensal menor que dois salários-mínimos.
Fonte:  Jornal do Comércio
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