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Inadimplência do consumidor sobe 19,6%, diz Serasa

A inadimplência do consumidor aumentou 4,8% em abril, na comparação com março, puxada por dívidas não pagas de cartões de crédito, dívidas com financeiras e outros compromissos não bancários, informou nesta quarta-feira a Serasa Experian. Foi a maior variação mensal para abril do Indicador de Inadimplência do Consumidor desde 2002. Em relação a abril de 2011, a alta foi de 23,7%. A expansão no encerramento do primeiro quadrimestre chegou a 19,6% ante a mesma base de comparação de 2011.

A inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) subiu 8,8% ante março e foi a maior responsável pelo avanço do índice em abril. Esse item contribuiu com 3,5 pontos porcentuais do aumento de 4,8% observado no mês. Também puxaram o indicador para cima as dívidas com bancos, que apresentaram alta de 4,3%, um contribuição de 2,1 pontos porcentuais no resultado final.

Já títulos protestados e emissão de cheques sem fundos recuaram, respectivamente, 13,7% e 7,4% em abril ante março, com contribuição negativa do primeiro item de 0,2 ponto porcentual e do segundo, de 0,7 ponto porcentual, para o resultado geral.

A Serasa Experian explicou, em nota distribuída à imprensa, que o endividamento crescente e as dificuldades do consumidor em honrar as despesas de início de ano se estenderam para além de março, considerado o mês mais crítico.

O valor médio das dívidas cresceu no acumulado do ano até abril ante o mesmo período de 2011. A maior alta (23,8%) foi observada entre os compromissos não bancários, que tiveram o valor médio elevado de R$ 312,44 para R$ 386,70. Logo atrás aparecem cheques sem fundo (12%), com valor médio pulando de R$ 1.286,29 para R$ 1.440,76, títulos protestados (8,8%, de R$ 1.251,68 para R$ 1.362,17) e dívidas com bancos (0,1%, de R$ 1.284,76 para R$ 1.285,47).

Fonte: PEGN
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Emprego se expande, mas renda sobe pouco, diz IBGE

O ano de 2010 foi marcado por uma forte expansão no emprego no País, o que puxou também um aumento na massa salarial paga aos trabalhadores, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2010, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a renda do trabalhador aumentou pouco.

O pessoal ocupado assalariado nas empresas brasileiras subiu 6,9% na passagem de 2009 para 2010, passando de um total de 40,212 milhões de trabalhadores para 43 milhões. Como resultado, a massa salarial teve um salto de 9,2% em termos reais no período, totalizando R$ 908,823 bilhões.

"Não quer dizer que, na média, os trabalhadores estejam ganhando mais. A massa salarial cresceu porque tem mais gente trabalhando e recebendo salários", apontou Kátia Cilene Medeiros de Carvalho, analista da área de Planejamento, Disseminação e Análise da Gerência do Cempre, no IBGE.

A renda do trabalhador avançou apenas 0,6% em termos reais em relação a 2009, passando de R$ 1.640,12 para R$ 1.650,30. Na comparação com 2009, houve ainda um aumento de 5,8% no total de empresas e outras organizações, que somaram 5,128 milhões em 2010.

Na comparação com 2007, também se destacou a evolução da massa de salários, que cresceu 27,7% em termos reais, e do pessoal ocupado assalariado, que aumentou 17,3%. Já os salários médios mensais cresceram 9,1% em termos reais no período, uma vez que, em 2007, o trabalhador assalariado recebia, em média, R$ 1.513,12.

Fonte:  PEGN



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